quinta-feira, 18 de julho de 2013

Passarinhos escalam alunos de Alfredo Wagner




Um pássaro na mão pode mostrar o quanto é importante... que ele esteja solto. Mas como? É justamente o contrário do que diz o dito popular: "mais vale um pássaro na mão, etc" só que resolvemos virar tudo de pernas para o ar e mostrar para os alunos da Escola de São Leonardo e do Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) de Alfredo Wagner que passarinho "na mão" é sinônimo de passarinho livre, vivo, voando e feliz.



Passarinho para todo lado
Resolvemos preparar os Cadernos de Campo, que há anos distribuímos aos alunos de São Leonardo, não somente com a foto de um passarinho na capa, como até então fazíamos, mas o aluno também entraria na foto. Começamos com uma brincadeira: ao bater a foto de cada aluno, fazíamos uma pergunta: "se viesse um passarinho voando agora, aqui, neste momento, como você mostraria ele para a câmera?" A criançada levantava o dedo, o ombro, imaginava o passarinho na cabeça, subindo no cabelo, no pescoço, braço... Ah, foi uma folia geral! 



A mágica desvendada 
Quando estávamos montando as fotos no 
Photoshop (programa de computador) foi outra folia! Pois escolhíamos, entre mais de uma centena de passarinhos, aquele que se encaixaria com a expressão da criança, com roupa, cores, movimento, posição... Finalizada esta etapa, levamos tudo para o laboratório, no Kobrasol, que fez as cópias em papel fotográfico, com apoio da Secretaria de Educação de Alfredo Wagner. Tivemos apoio da Gráfica Floriprint, da qual Ricardo Rizzaro é representante, e ganhamos os bloquinhos, confeccionados com sobras de papel.



A festa do Caderno de Campo 
O "festerê" maior aconteceu na hora da entrega. Passaram-se umas duas ou três semanas desde que fizemos as fotos e marcamos uma tarde, primeiro na Escola de São Leonardo. No Peti, já foi necessário mais tempo, pois são duas turmas e muito mais crianças. No período da manhã, o frio fez com que alguns alunos não viessem ao Parque e fizemos a entrega no salão interno, pois o vento frio reclamava por aconchêgo. Juntamos os sofás em círculo e passamos um a um os caderninhos, para que todos vissem as montagens. Muita risada, brincadeira, gozação e partimos para o desenho na primeira folha em branco.
 Num outro dia, com a turma da tarde, com mais crianças e calor, fomos para fora e fizemos um grande círculo e recebemos a visita de um curioso pica-pau, que resolveu pesquisar numa árvore ao lado, o que deu um tom mágico à entrega dos caderninhos. As crianças aprovaram as montagens, e as professoras, tanto "reclamaram" que também receberam seus Cadernos de Campo com foto-montagem e tudo, provando, assim, que criança não tem idade. Todos levaram o trabalho para casa, para mostrar aos familiares e trazerem de volta, aguardando pela próxima visita, quando iremos observar e desenhar flora e fauna no entorno da escola. 



Vamos quebrar a lingua? 
Na montagem da foto incluímos o nome da criança, a família de cada ave, assim como nome científico, popular e inglês. O tamanho original do passarinho também estava registrado na fotografia, pois não foi possível manter a escala de cada um. Assim, a criança pôde perceber, quando anunciávamos as medidas originais, a diferença que existia entre um e outro e entre ele e a "sua" ave. 
Falar os nomes em outro idioma foi muito engraçado. Alguns não conseguiram pronunciar da primeira vez, mas depois ficou fácil, pois a cada tentativa, uma explicação e tudo ficava claro, até o significado dos nomes em latim e inglês.


Matéria publicada no www.capitaldasnascentes.org.br

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