sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Roda de Passarinho na Caatinga (Capitulo X)

Sete Cidades

28 de novembro, sábado. Cedinho saímos da Pousada Nativa rumo a um passado remoto que alguém jamais pudera imaginar, a 250km dali: o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí.

Foi nosso primeiro contato com pinturas rupestres, datadas de 6.000 anos e conhecidas pelo mundo, pois foi neste local que Erich von Däniken, autor de “Eram os deuses astronautas?” afirmou que forças não-naturais construíram as cidades.

Nossa pousada foi no jardim do Hotel/Fazenda Sete Cidades na saída Sul do Parna, ótimo local com um restaurante bem interessante na frente. Aliás, as únicas duas presenças de vida humana, além do Parque, num raio de alguns quilômetros.

Uma viagem no tempo

Para o pesquisador francês Jacques de Mahieu, algumas pinturas poderiam ser dos Vikings, pela semelhança com a escrita rúnica (o mais antigo alfabeto germânico). Von Däniken, viu a estrutura helicoidal do DNA, mas é difícil quem não veja pra lá de semelhanças nas pinturas, além de muitas imagens que a Natureza esculpiu pacientemente nas pedras.

"Já o historiador austríaco, Ludwig Schwennhagen considera os fenícios os primeiros habitantes das Sete Cidades. Em busca de novas rotas comerciais chegaram por aqui e fizeram do local cenário para cerimônias religiosas. Ele também acredita que a raça Tupi (que de acordo com Tupinambás e Tabajaras chegaram ao norte do Brasil, provenientes de um país que não existia mais) é remanescente do continente perdido de Atlântida."

Caminhar pelas Sete Cidades

Todo o circuito tem mais de 12km e não pode ser feito sem o acompanhamento de guia, que você contrata na recepção do Parque, onde vários aguardam os visitantes. O horário do Parque é das 8 as 17h o que dificulta quem quer fotografar aves ou o pôr do sol, por exemplo, porém com autorização do ICMBio é possível avançar nestes horários. Tem muito bicho, especialmente aves!

Saímos às 15h e fizemos o roteiro invertido, iniciando pelo Norte para culminar no mirante da segunda cidade, de onde avista-se boa parte das sete cidades.

Primeira Cidade

A Piscina dos Milagres é uma das nascentes do parque, que nunca secou!
Pedra dos Canhões, esses se parecem com troncos de árvores petrificados mas são formações calcárias.
Pedra da Gia, lembra uma rã, com a boca aberta.


Segunda Cidade

Arco do Triunfo, um dos pontos mais fotografados do parque.
Mirante com 82m de altura, onde terminou nossa jornada com o pôr do sol
Biblioteca, Pé do Gigante, Pedra do Falo, Teatro de Arena, Morro das Oliveiras...

Terceira Cidade

Vimos o perfil de Dom Pedro I, assim como os Três Reis Magos, a Pedra do Beijo, do Segredo, do Pombo, Dedo de Deus, Cara do Diabo, Pedra de Nossa Senhora... Aqui também é possível encontrar o Mapa do Brasil e a Gruta do Estrangeiro, a maior do Parque Nacional.

Quarta Cidade

Observamos o mapa do Brasil e do Estado do Ceará.
Na Gruta do Catirina morou José Catirina, o curandeiro das Sete Cidades, que conhecia as ervas medicinais como ninguém! Pinturas rupestres vimos no Archete, Pedra Leão deitado, Cabeça de Águia , Dois Irmãos, entre outras....

Quinta Cidade

Belas pinturas pré-históricas, além da Furna do Índio, com inscrições que lembram rituais de caça.


Sexta Cidade

Pedra da Tartaruga, do Elefante e do Cachorro são os destaques desta cidade.


Sétima Cidade

A gruta do Pajé tem muitas inscrições rupestres, mas o acesso é permitido somente com autorização do ICMBio.


Artista de TV no Sítio/Fazenda Sete Cidades, na saída sul


Tudo começa com uma passagem...


Casaca-de-couro confunde-se com a pedra e caça!


Olho d'água dos Milagres na Primeira Cidade


O que parece tronco é puro calcário


Muralhas muito antigas, mas muito antigas mesmo!


O casco da tartaruga na Sexta Cidade


Eram os deuses astronautas?


...ou os astronautas éramos nós?


"O negócio é tomar um foguete, é comer neste banquete..."


Logomarca pré-histórica


Entrevista na Gruta do Catirina,  Quarta Cidade


O beijo do lagarto


Muitas passagens de uma cidade à outra


O furo solticial guarda segredos que são buscados por europeus em certa data...


...que nosso guia já viu algumas vezes e revelou ser um espetáculo indescritível!


No final de nossa caminhada, eis o visual do mirante ao pôr do sol


Descer leve e silencioso...














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