terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Roda de Passarinho na Caatinga (Capítulo XI)

Existirmos: a que será que se destina?




30 de novembro de 2015, segunda-feira - Teresina é uma cidade feita para crescer vertiginosamente, ao ritmo quente de descargas elétricas, além de ser a mais populosa do Piauí, descolada do litoral, diferente de todas as capitais do Nordeste.

Terra de Torquato Neto, época de Brasil avesso, tropicálio, tempo de Macalé, Tom Zé, João Gilberto, Gil, Caetano... Pois foi nessa terra, nuns dias com asfalto pelando elevando pelos prédios um bafo quente, que chegamos de rompante. Nem a brisa é fresca, como diz o teresinense. Não há exagero quando se fala em calor na capital piauiense.

Viemos do Delta, cruzamos o Parnaíba mais de uma vez, passamos pelas "Sete Cidades mortas / Sete pedras sete portas / No caminho da Chapada do Corisco" e fomos recebidos pela querida professora-serelepe: Marlúcia Lacerda. Em tempo recorde ela conseguiu articular duas Rodas de Passarinho e mais duas saídas de campo na Floresta Nacional de Palmares, com bolsistas do PIBID, sob sua orientação.

O namoro com Marlúcia vem de tempos, a partir de um encontro dela com Midori, promovido pelo PIBID, um ano após nossa experiência em Natal, em agosto de 2014. O convite aguardava verba para que pudéssemos nos deslocar até Teresina e finalmente, aproveitando nossa passagem corisquente, a Roda aconteceu no palco do auditório do IFPI (Instituto Federal do Piauí) com duas turmas no mesmo dia!

Tudo muito bem preparado pela Professora Marlúcia, desde o palco até lanches, ônibus, autorizações e convites feitos pessoalmente, para que tudo funcionasse perfeitamente.

Nossa estadia em Teresina foi o máximo do conforto, a Toynha deu aquela descansada e passou por uma revisão elétrica, pois estava caolha e com as lanternas traseiras apagadas...



A semente de jequitibá sempre desperta curiosidade


Primeira turma da Roda no palco do IFPI, de manhã...


...e a segunda, à tarde. Sempre com a presença de Marlúcia (agachada ao centro).


Quatro horas da matina e vamos nós à primeira saída de campo


Gaspar Alencar, o grande gestor da Flona Palmares, inicia uma turma nos caminhos da conservação


Lucas, filho de Gaspar Alencar, músico que guia muito bem na Flona Palmares


Primeira turma curtindo a saída de campo na Flona de Palmares


Vira e mexe aparece um curioso sagui para apreciar o movimento


O Coendou tem hábitos noturnos, este deve ter acordado com fome no meio do sono


Levamos os binóculos doados pela Birde's Exchange. A turma gostou muito do que viu


Segunda turma na saída de campo


Saíra-de-chapéu-preto (Nemosia pileata) avistada numa das saídas


Papa-taoca (Pyriglena leuconota) esta fêmea deu o maior mole...


...ao lado do macho.


Choca-do-planalto (Thamnophilus pelzelni) uma das avistadas na Flona dos Palmares


Acordamos no domingo, 6 de dezembro, às 4h da matina e seguimos ao próximo destino. Lá nos esperava o Julio Júnior, guia e amigo de Gaspar, que nos levaria a conhecer os mistérios daquela tão famosa Serra da Capivara, na São Raimundo Nonato de Niède Guidon.














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